A Polícia Civil apresentou nesta manhã o casal Valfrido Gonçales Filho, de 33 anos, e Maria Aparecida Padilha, de 33, acusado de golpes que, somados, podem chegar a R$ 1 milhão em Campo Grande.
Segundo as investigações, Valfrido se passava por médicos, desembargadores e empresários. Imitando a voz das vítimas, o golpista ligava para as secretárias e dizia estar em situação de emergência – carro quebrado, sequestro – e precisava de dinheiro, obrigando que as funcionárias efetuassem depósitos em sua conta.
Já foram identificadas ao menos 12 vítimas na Capital, nos últimos seis meses, mas a polícia apurou que Valfrido agia em todo o país desde os 17 anos. A namorada dele trabalhava em um hospital e é apontada pela polícia como a fonte de informação de Valfrido.
Os dois foram indiciados pelo crime de estelionato. Valfrido confessou vários crimes, inclusive um em que se fez passar por padre reitor da Universidade Católica do Paraná.