O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) anunciou que protocolou, nesta quinta-feira (23), uma contraproposta ao governo federal sobre a reestruturação da carreira docente. Em nota, a entidade, que representa a maior parte dos professores das instituições federais, em greve desde 17 de maio, solicitou ao governo a reabertura das negociações com a categoria.
Os ministérios do Planejamento e da Educação confirmaram a entrega da contraproposta, mas reiteraram que as negociações seguem encerradas desde 3 de agosto, quando a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) assinou o acordo com o governo.
No documento, o Andes afirma que aceita o piso salarial proposto pelo Ministério do Planejamento de R$ 2.018,77 para professores em início de carreira e regime de trabalho de 20 horas semanais e reduz de 5% para 4% os degraus entre níveis remuneratórios. Pela contraproposta do sindicato, o reajuste seria maior que o proposto pelo governo para professores em regime de 40 horas semanais, mas o teto salarial do professor com doutorado e regime de 20 horas semanais ou dedicação exclusiva com a universidade seria apenas um pouco mais alto.
O Andes considera ainda uma estrutura da carreira com 13 níveis, enquanto a proposta final do governo divide os níveis em cinco classes, incluindo a de professor titular, onde só existe um nível.
A entidade pediu mais uma vez pela retomada das negociações. “Essa é mais uma demonstração de que seguimos dispostos a negociar e estamos inclusive abrindo mão de reajustes salariais em nome da reestruturação da nossa carreira com base em conceitos definidos”, disse, em nota, Marinalva Oliveira, presidente do sindicato.