Antes mesmo de explicar como escolher entre persianas e cortinas, Nazaré Fehlauer, diretora da Arthur Decor, faz questão de esclarecer o que difere uma da outra: “As primeiras têm lâminas que se mexem, já as segundas são feitas de tecido”. Apesar dessas especificidades, nem sempre é preciso escolher entre um produto ou outro. Na verdade, combinados eles funcionam muito bem. “A persiana entra como bloqueador de luz, e a cortina serve, nesses casos, como um adorno para a janela”, explica Rosimere Frigo, supervisora comercial da Uniflex.
Ainda assim, existem ambientes nos quais a cortina não deve ser usada. “Em locais úmidos, como áreas de serviço e banheiros, escolha modelos práticos de persiana”. Já nas áreas sociais, as cortinas funcionam bem para “vestir” o ambiente, pois a diversidade de tecidos e acabamentos permite criar efeitos interessantes.
Outro fator que restringe a escolha é o espaço entre a janela e a parede. Cortinas precisam de no mínimo mais 50 centímetros de cada lado para serem abertas sem atrapalhar a vista. Quando não há espaço lateral, o melhor é ficar com as persianas. As cortinas ficaram associadas a espaços com decoração mais clássica, mas Nazaré considera que essa ideia já não vale tanto. “As persianas têm acabamentos bem sofisticados, como madeira e couro, mas hoje existem mais de 80 tipos de tecidos e há modelos bem modernos de cortinas também.”
Quanto ao custo, Nazaré explica que não existe uma relação direta entre preço e tamanho da janela. “O que varia mesmo são os acabamentos.” Por isso mesmo, Rosimere lembra que alguns tecidos custam mais de R$ 300,00 o metro quadrado, enquanto modelos de persiana de alumínio são muito baratos. Por fim, não importa a escolha, é preciso cuidar para durar. Rosimere, por exemplo, recomenda aspirar tanto a cortina quanto a persiana ao menos uma vez por mês. Já Nazaré lembra que as cortinas também devem ser lavadas por uma empresa especializada ao menos uma vez por ano.