A baixa umidade do ar se reflete nas torneiras das casas dos moradores do bairro Guatós, no conjunto residencial nas proximidades do Anel Viário, na parte alta de Corumbá. Segundo relatos, a época de estiagem é a mais crítica quando se trata de abastecimento de água.
Na região, não tem saído água das torneiras há pelo menos uma semana. Apenas em horários da madrugada é que os moradores conseguem ver o líquido chegando, assim mesmo em quantidade reduzida. Quem abre mão do repouso para "aparar" a água consegue garantir, de forma racionada, a manutenção de atividades diárias como a lavagem de louça, além de ações de higiene corporal como banho e escovação dos dentes.
Quem pode, busca alternativas como Marival Marques do Nascimento. Ele contou que a água que recolhe durante a madrugada não é suficiente para atividades que exigem grande quantidade como a lavagem de roupas. Ele e a família estão usando a casa de parentes para poder ter roupas limpas. Já quando o assunto é água para beber, não tem como fugir das despesas. "Ás vezes, somos obrigados a comprar água", afirmou.
No período quando esteve no local, a reportagem ouviu muitas reclamações quanto ao abastecimento da região e também denúncias de que o fornecimento de água pelo caminhão-pipa estaria condicionado apenas a cidadãos que comprovem que estão com as contas em dia junto à empresa fornecedora.
A falta de água também está sendo sentida em bairros da cidade de Ladário, onde o caminhão-pipa da empresa abastecedora também está percorrendo para garantir o produto aos moradores.