Coordenados pelas entidades médicas locais e regionais, os médicos de todo o País realizarão, a partir do dia 10, várias manifestações para, novamente, alertar a sociedade e a população usuária de planos de saúde sobre os baixos honorários e as interferências antiéticas praticadas pelas operadoras.
Trata-se de um protesto contra o que os profissionais consideram “abusos” praticados pelos convênios, seguros e planos de saúde suplementar, “numa lógica que tem seguidamente privilegiado o lucro em detrimento da qualidade da assistência à população e do equilíbrio nas relações com os médicos”.
Estão previstos atos públicos (assembleias, caminhadas e concentrações) até o próximo dia 25. Porém, com base em decisões tomadas nas assembleias locais, a categoria pode suspender, por tempo determinado, consultas e outros procedimentos eletivos.
Mobilizadas em torno da questão, as lideranças sindicais enviaram nesta terça-feira, ao Ministério da Saúde, um comunicado formal sobre as manifestações em todo o País.
No documento, eles ressaltam que os protestos “exprimem a preocupação dos médicos com os riscos de desassistência gerados pelas operadoras de planos de saúde ao recusarem o diálogo e estagnarem os entendimentos entre os profissionais e as operadoras”.
“Os médicos têm, sucessivamente, apontado situações que desrespeitam pacientes e profissionais em seus direitos”, informa o ofício assinado pelos presidentes da Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam).
Reivindicações
A pauta de reivindicações do movimento contempla cinco pontos: reajuste dos honorários de consultas e outros procedimentos, tendo como referência a CBHPM; inserção de critérios de reajuste, com índices e periodicidade definidos por meio de negociação coletiva, nos contratos; inserção de critérios de descredenciamento nos contratos; resposta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), à proposta de contratualização, encaminhada pelas entidades médicas; e fim da intervenção antiética na autonomia da relação médico-paciente.
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