Howard H. Scott, integrante do time da Columbia Records que apresentou o "long-playing vinil" (LP) em 1948, morreu aos 92 anos de idade nos EUA.
Câncer foi a causa de sua morte, contou sua filha Andrea K. Scott ao The New York Times. Além de ser um dos responsáveis pela tecnologia, Scott produziu álbuns para a Filarmônica de Nova York, Glenn Gould, Isaac Stern e outros gigantes da música erudita.
Scott conseguiu seu emprego na Columbia Masterworks, divisão clássica da gravadora em 1946, quando tinha 26 anos e acabara de ser dispensado do serviço militar norte-americano. Logo foi integrado a um projeto secreto: substituir o disco de 78 rotações, que só conseguia armazenar quatro minutos de música em cada lado.
Apesar de o projeto ter início em 1940 e estar próximo do fim, o time precisava de um profissional capaz de ler uma orquestra e ajudar a transferir a gravação para o novo disco, com 331/3 rpm e 22 minutos de música em cada lado.
Depois do projeto, que obteve uma adoção rápida da indústria, Scott produziu discos para a maioria das grandes orquestras dos EUA, como as de Boston, Cleveland, Filadélfia, St. Louis e Cincinnati. Após deixar a Columbia em 1961, trabalhou na MGM Records, RCA Red Seal e ganhou o Grammy em 1966 como produtor do álbum "Charles Ives’s Symphony No. 1", performado pela Orquestra Sinfônica de Chicago.