Aos 84 anos de idade, com cinco filhos, dez netos e cinco bisnetos, Pedro Pedrossian, o último governador do estado uno, eleito pelo voto popular, relembra a construção de Mato Grosso do Sul. À sombra de uma azaleia, queixando-se do incômodo causado pela artrose, ele diz: “Petrônio Portela (Arena-PI) denunciou-me ao presidente Geisel, alegando que a minha indicação do meu nome para o governo representaria a primeira derrota do governo revolucionário, então eu propus que me candidataria ao Senado e desafiei os meus detratores: se não provasse a minha inocência, sairia do estado”.
Aceitava, então, sugestões do deputado João Leite Schimidt (Arena), a quem elogia pela “criatividade e imaginação fértil”. O mesmo Schimidt que ajudaria a eleger Wilson Barbosa Martins em 1982, e Miranda, em 1986.
Em 28 de fevereiro de 1967, o então presidente da República, marechal Humberto de Alencar Castelo Branco e o ministro da Viação e Obras Públicas, Juarez Távora, assinavam o decreto da demissão de Pedrossian do cargo de engenheiro nível 22, “a bem do serviço público”.
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