O advogado de Elize Matsunaga, Luciano Santoro, afirmou que os depoimentos prestados na quarta-feira na audiência de instrução que irá decidir se Elize Matsunaga irá a júri popular, podem ajudar na defesa da acusada. "Os depoimentos até agora prestados nos autos foram excelentes para a defesa e péssimos para a acusação, que não conseguiu comprovar nenhuma das suas teses, seja a de coautoria, seja a de premeditação", disse. Para ele, é certo que Elize sabia da traição do marido antes da morte dele, diferente do que afirmou ontem o advogado da família Matsunaga, Luiz Flávio Borges D'Urso.
"Espero que não seja uma jogada desleal", disse Santoro a respeito da declaração de D'Urso de que Elize só teria ficado sabendo da traição de Marcus Kitano Matsunaga três dias depois da morte do marido, o que reforçaria a tese de crime premeditado. "O detetive afirmou expressamente durante a audiência que contava em tempo real para Elize o que estava acontecendo", disse Santoro. "O vídeo, sim, foi entregue depois, porém a traição já havia sido confirmada, inclusive com ela dando dinheiro para o detetive seguir o marido em restaurantes caros".
"Além disso, o detetive confirmou ao promotor o seu primeiro depoimento, dado no DHPP, em que afirma que durante todo o tempo em que seguiram Marcos, mantinham Elize informada sobre o que estava acontecendo, sendo que ela insistia numa filmagem que flagrasse aquele casal", afirma Santoro.
Para a próxima audiência no Fórum da Barra Funda, dia 12 de novembro, quando Elize deve ser ouvida, Santoro afirma que está deixando sua cliente informada a respeito de tudo sobre o processo. "Estou tentando fazer com que ela comece a contribuir mais com a defesa dela. Ela está muito preocupada com a filha, mas estou motivando ela a me passar o maior número de informações possível", disse o defensor.