Tiago Jorge da Silva Figueiredo, 29, conhecido como Bussunda, e José Valdir de Freitas Pereira, 27, estão presos, acusados do executar Darlen Hellen de Souza Serrilho, 38 anos, no dia 17 de setembro. Eles foram apresentados hoje (31) no Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garras). Poucos dias após o crime, Everton Rodrigues, 28 anos, interno do Presídio de Segurança Máxima, disse que ordenou o assassinato porque estava sendo traído pela vítima. No entanto, segundo a polícia, não está descartada a possibilidade da vítima ter sido morta em razão de seu envolvimento com crimes diversos ou organizações criminosas.
Tiago foi preso em sua residência, no Jardim Concórdia. No local, os policiais encontraram parte do edredom rosa que foi utilizado para amarrar os braços de Darlen e descobriram que na casa funcionava como ponto de venda de drogas. Vários papelotes de pasta base de cocaína foram apreendidos. Por isso, ele também foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Os policiais constataram ainda que, na noite do crime, Bussunda manteve contato com o detento.
No interrogatório, ele confessou o crime e disse que recebeu a ordem para hospedar a vítima em sua casa e depois matá-la, com a ajuda de um homem conhecido como Cassote, que posteriormente foi identificado como sendo José Valdir. Ambos estavam foragidos da Justiça. José Valdir teve a prisão temporária decretada e foi capturado pela polícia no último dia 22. Ele admitiu que a viu a vítima amarrada em um sofá da casa de Tiago e deu sequência ao planejado: a dupla levou Darlen para o local do crime em um Fiat Pálio com placas de São Paulo e cometeu o crime.
Os dois disseram que a ordem partiu de dentro do presídio em uma “conferência” via celular entre os mandantes do crime. Agora, a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios (DEH/MS) procura identificar quem são essas pessoas, além de pedir a prisão preventiva de José Valdir.