Os estudantes do Distrito Federal que encerraram a participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (4) consideraram a prova fácil, porém cansativa. A sequência de dois dias dedicados ao exame, a extensão dos textos das perguntas objetivas e o acúmulo de duas provas objetivas com a redação no segundo dia, totalizando até cinco horas e meia de exame, foram as principais críticas dos candidatos ao modelo atual.
“Acho que deveria ter uma semana de intervalo entre uma prova e outra para não cansar tanto. Também achei os textos das questões muito longos e confusos. Parecia que estavam fazendo de propósito para cansar a gente, embora a prova estivesse fácil, em geral”, disse a estudante Letícia Martins, de 17 anos, resumindo as opiniões ouvidas nesta tarde pela Agência Brasil. Estudante de um colégio particular do Distrito Federal, ela quer cursar enfermagem.
Para Karina Amaral, que tem 17 anos e já cursa publicidade, a prova não exigiu muito, porque abrange conhecimentos gerais e é possível conciliar outras atividades com os estudos para o Enem.
Para a maioria dos estudantes ouvidos, a sempre temida matemática só foi vilã para quem não se esforçou ou não tem afinidade com a disciplina. “Saí chutando tudo em matemática, mas acho que quem estudou foi bem”, disse Leonardo Miranda, 17 anos, futuro estudante de educação física.