Disputa pelo domínio do Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais de Campo Grande (Sisem), uma das mais fortes entidades da cidade, virou caso de polícia, suspeitas de enriquecimento ilícito e corrupção.
O episódio começou em maio deste ano, quando o atual presidente da entidade que representa 3,5 mil servidores da Prefeitura, Marcos César Malaquias Tabosa, segundo a denúncia, teria feito uma manobra para antecipar sua reeleição, mudando o estatuto da categoria.
Tabosa promoveu um show de prêmios e, na entrada do evento, fez com que os participantes assinassem uma folha de presença. Ocorre que esse papel virou documento depois, mas com outro teor.
Ele recuou a data da eleição de outubro do ano que vem para outubro deste ano e, para validar a alteração estatutária juntou no conteúdo da mudança as cerca de 580 assinaturas das pessoas que haviam participado da festividade do dia das Mães, em maio passado.
Isto é, por imposição singular, Tabosa deixou a entender que seu desejo era vontade também da maior parte da categoria.
A ação contra o ato do presidente do Sisem foi movido por Manoel Oscar Mendes, tesoureiro do sindicato e outros 76 membros da entidade. Mendes havia sido afastado da diretoria.
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