Para a juíza da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso de Campo Grande, Katy Braun, não há comprovação de que a mãe da criança tinha conhecimento da violência e, por isso, ele não irá para um abrigo. Outro motivo para que a criança continue em casa é que o suspeito continua preso.
O menino deu entrada na Santa Casa no dia 23 de outubro e terá alta na próxima segunda-feira. Ele está bem fisicamente e não precisou enfrentar nenhum tipo de cirurgia. A mão com queimaduras continua enfaixada, mas os médicos não precisarão fazer enxerto.
Já o padrasto, autor da violência contra a criança, foi preso no dia primeiro de novembro.
“Os médicos nos procuraram, pois não queriam que o menino voltasse para casa. Mas, como foi o entendimento da juíza e do Ministério Público, ela ficará com a mãe. Porém, se ficar comprovada qualquer negligência da mãe, vamos solicitar a guarda da criança a um abrigo”, comentou a presidente da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS), Maria Claudeth Cardoso Leal.