Urologistas das Américas do Sul e Central preparam hoje (15), durante o 1º Fórum Sul-Americano de Saúde do Homem, um documento com sugestões de políticas públicas para o combate a doenças masculinas, que será entregue à Organização das Nações Unidas (ONU) e aos órgãos de saúde da região.
O evento, promovido pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), ocorre na semana em que se lembra o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, segunda causa mais comum de morte por câncer entre os homens brasileiros. De acordo com Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença deve atingir, somente neste ano, cerca de 60 mil homens.
O desconhecimento e o preconceito são o maior obstáculo no tratamento de doenças masculinas nas Américas do Sul e Central, diz o presidente da SBU, Aguinaldo Nardi, que defende campanhas frequentes para estimular o homem a fazer checkups com frequência.
“O homem latino, de maneira geral, acha que é herói, que nada vai acontecer com ele, e tem um preconceito brutal com o exame de próstata, que é feito por meio do toque retal, O exame dura menos de dez segundos e não fere a masculinidade de ninguém”, explica Nardi. Por isso, a mortalidade entre os homens da região por esse tipo de câncer é muito maior do que na Europa e nos Estados Unidos, acrescenta o médico. Segundo ele, no evento de hoje, juntos, os países podem discutir meios de conscientizar os homens da importância da prevenção.