O Primeiro Comando da Capital (PCC) está cobrando reação dos integrantes da facção contra policiais de Mato Grosso do Sul. Na sexta-feira à noite, o serviço reservado da Polícia Militar enviou alerta aos oficiais da corporação, explicando que o PCC teria enviado uma mensagem para presos do Estado, exigindo a adesão dos criminosos à onda de ataques que teve início em São Paulo e se alastrou para Santa Catarina. A informação chegou extra-oficialmente ao Correio do Estado, ainda na noite de sexta-feira.
A ordem do PCC teria sido detectada pelo serviço de inteligência do sistema penitenciário. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto David dos Santos, nega a existência do “salve geral” (mensagem) emitido pela facção criminosa, mas afirma que as forças de segurança de Mato Grosso do Sul estão tomando “algumas providências” para evitar que a onda de violência chegue ao Estado.
Carlos David disse que estratégias foram traçadas para barrar possíveis ações da facção. “A gente não pode falar mais que isso. Seria o mesmo que a Coca-Cola divulgar a receita”, exemplificou sobre a impossibilidade de dar mais detalhes sobra as “providências”.
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