O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul denunciou 19 pessoas que respondem como réus por vários crimes relacionados à tentativa de expulsão dos indígenas do acampamento Guaiviry, que ocorreu em 18 de novembro do ano passado e resultou na morte do cacique Nísio Gomes. O acampamento estava instalado em área de mata nativa de propriedade rural, às margens da MS-386, entre Ponta Porã e Aral Moreira. Foram utilizadas pelo menos seis armas durante a ação. Sete réus continuam presos.
Crimes
Dos 19 acusados, três respondem por homicídio qualificado, lesão corporal, ocultação de cadáver, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de testemunha. Quatro deles, por homicídio qualificado, lesão corporal, ocultação de cadáver, porte ilegal de arma de fogo. Doze dos acusados respondem por homicídio qualificado, lesão corporal, quadrilha ou bando armado e porte ilegal de arma de fogo.
As investigações revelaram que, após a ocupação da área de mata da fazenda pela comunidade indígena, em 1º de novembro de 2011, um grupo iniciou planejamento com o objetivo de promover a retirada violenta dos indígenas. Ao chegar na trilha que dá acesso ao interior do acampamento, o grupo abordou o cacique Nísio Gomes, que ofereceu resistência. Iniciou-se intenso confronto, no qual o cacique foi alvejado e morreu. Seu corpo não foi localizado até hoje, mesmo com a realização de buscas até em território paraguaio.
(Com informações do MPF)