Kelvinny Vilson dos Reis Canteiro nasceu no dia 16 de março de 2004, sadio, bem curado, como diziam as mães antigas. Sete meses e 17 dias, em casa, o garotinho sofreu um ataque cardíaco, foi levado às pressas para um hospital de Campo Grande, onde enfrentou um novo ataque e, de lá, saiu com um diagnóstico ruim: atrofia de nervo óptico bilateral e cegueira cortical bilateral. Ou seja, o menino ficou cego.
Agora, Kelvinny tem oito anos de idade e sua avó, a artesã Fátima Maria de Brito, 55, quer mudar o histórico da criança e levá-lo para Campinas (SP), onde existe uma instituição, a Unicamp, que desenvolve um programa experimental que pode devolver, em determinados casos, visão aos cegos.
“Mas para irmos precisamos de recursos e somos humildes, preciso de dinheiro das passagens e ao menos para custear três dias de hospedagem. Esse é o nosso sonho”, disse Fátima que, enquanto a ajuda não vem, vende, por meio de rifas, peças que produz, como panos de prato.