É a antítese do nome: em vez de doçura, essa rua vive um período de amargura motivado por uma série de fatores comuns à cidade grande. A Rua da Doçura e as demais do Jardim Parati são asfaltadas, quase todas iguais.
Gente simples e zelosa cuida dos pequenos quintais, quase invisíveis devido ao modelo habitacional com muro alto. A casa de alvenaria nº 859 é toda pintada de rosa, e o muro da mesma cor.
O casal maranhense Raimundo José Lima,53 anos, e Alzira Maria da Conceição, 51, vindo de Imperatriz em 1998, foi duas vezes assaltado. “Na segunda vez um rapaz levou meu forno de microondas. Eu me tranquei aqui”, ela se queixa.
Alzira, que não vende fiado em sua pequena mercearia e panificadora, fabrica mini-suspiros e outras guloseimas. Sílvia, 22, filha do casal, formou-se em economia; Paulo Danilo, 21, estuda Ciência da Computação.
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