Na manhã desta sexta-feira (7) o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou um caso de encefalite espongiforme bovina (EEB), nome científico do mal da vaca louca no Paraná em 2010. Segundo o Mapa, o caso é considerado "não clássico" porque o animal não manifestou a doença e não morreu por causa dela, ele apenas possuía o agente causador da doença.
“O caso, detectado há dois anos, é uma ocorrência antiga e isolada, que não traz nenhum risco à saúde pública e à sanidade animal do país”, assegura Ênio Marques, Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério.
Um exame feito na Inglaterra confirmou a presença do agente causador da doença no animal. De acordo com o governo, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) vai manter a classificação sanitária do Brasil como de risco insignificante para este tipo de doença. Sendo assim, não haverá nenhum impacto para o país, acredita o governo.
Além do Brasil, Argentina e Chile também são classificados pela OIE com status de risco "insignificante".
HISTÓRICO
Pela primeira vez foi confirmado a presença de um agente causador da doença da vaca louca no país. A doença é preocupante porque pode ser transmitida para humanos e até levar a morte. Em abril de 2012, os Estados Unidos foi o último país a confirmar a vaca louca.
Em 2005, o Mato Grosso do Sul confirmou a ocorrência de febre aftosa e o país sofreu severas restrições no marcado externo. A carne brasileira só voltou a ser comercializada por alguns países recentemente.