Seis mulheres confinadas em uma casa distante da cidade. Juntas elas dividem os afazeres domésticos, exercitam a saúde espiritual com palestras, missas e longas conversas entre si, além de ter o desafio de permanecer no local por, pelo menos, um ano. Todas estão em busca do mesmo objetivo e lutam diariamente para vencer os desafios impostos pela convivência.
Essa parece ser só mais uma descrição dos inúmeros reality shows que ocorrem mundo afora, no entanto trata-se pura e simplesmente do cotidiano real de seis mulheres tentando se livrar do vício das drogas. Neste caso não há um grande prêmio em dinheiro para quem conseguir ficar até o final do programa e sim uma impagável liberdade de todo e qualquer tipo de vício para quem conseguir finalizar o tratamento.
O dia a dia é assim na Fazenda Esperança, situada na saída para Rochedinho, local utilizado pela igreja católica para recuperar dependentes químicos. Instalada há dois em Campo Grande a instituição recebe apenas pessoas do sexo feminino e tem capacidade para abrigar 12 mulheres, mas atualmente acolhe metade deste total.
A coordenadora da Casa, Marcela Almeida, conta que a ausência de mais indivíduos no lugar ocorre por causa da resistência feminina em admitir a necessidade de maiores cuidados. Para se ter ideia a unidade masculina da Fazenda Esperança, em Rio Brilhante, comporta 30 homens e hoje abriga 27.
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