A Coordenadoria-Geral de Perícia (CGP) conta com uma nova ferramenta utilizada para periciar drogas e medicamentos, o Cromatógrafo Gasoso. O aparelho que utiliza o gás hélio em seu mecanismo, trouxe agilidade, zerando a demanda dos exames que exigiam uma analise mais detalhada, em razão da variedade de substâncias presentes nas amostras. E também permitiu a ampliação da gama de perícias da CGP, que agora passou a realizar analises em resíduos de incêndio.
O perito criminal Evandro Rodrigo Pedão, do laboratório da Divisão de Química e Toxicologia conta que o equipamento representa um grande avanço. “A destinação deste aparelho ao Estado foi muito importante, pois permite que o nosso trabalho se torne mais técnico, mais ágil e confiável”.
Instalado no laboratório da Divisão de Química e Toxicologia, do Instituto de Analises Laboratoriais Forense (Ialf), o Cromatográfico Gasoso, aliado ao Espectrofotômetro de Infravermelho, adquirido pelo Estado em 2011, garante resolubilidade de 100% dos casos de entorpecentes que dão entrada no setor.
O perito explica que “quando a droga bruta chega aqui, nós fazemos o seguinte: se tiver até 70% de pureza, nós utilizamos o infravermelho. Agora, se a quantidade é menor, aí é preciso utilizar o cromatógrafo gasoso para fazer o processo de separação”.
Evandro afirma que os equipamentos se complementam e tornam a perícia do Estado mais completa. “Hoje estamos em condições de realizar perícias em todo tipo de drogas e medicamentos, e também resíduos de incêndio”, ressalta o perito.