No início do próximo ano, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNseg) apresenta ao Ministério da Justiça proposta para expansão do Projeto Fronteira, criado em 2001 com o objetivo de controlar a movimentação de veículos nas áreas próximas às fronteiras, a fim de identificar carros roubados e furtados. O projeto resultou de parceria da CNseg com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Receita Federal, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
O projeto repassa à polícia informações para permitir a apreensão de veículos. “Com isso, você consegue apreender veículos que são produto de roubo e furto, [além de] armas e contrabando” disse o superintendente da Central de Serviços e Proteção ao Seguro da CNseg, Julio Avellar, em entrevista à Agência Brasil. Segundo ele, a atuação dos órgãos nas fronteiras ajuda a coibir as fraudes cometidas no ramo de seguro de automóveis.
A ideia é ampliar o projeto, de modo que ele possa auxiliar no controle de veículos também nas estradas e nas áreas urbanas. A proposta já está em estudo e será encaminhada ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, visando à implementação no próximo ano.
Avellar destacou que a ampliação do convênio vai depender do Estado. A CNseg equipa os postos de controle, fornecendo câmeras e acesso aos bancos de dados. O investimento total vai depender do número de postos a serem criados. Atualmente, a CNseg aplica no projeto cerca de R$ 6 milhões por ano. O superintendente observou que esse volume de recursos pode dobrar e até triplicar, dependendo do número de postos que serão ativados pelo governo. Atualmente, existem nove postos montados nas fronteiras para controle da frota em circulação.