Pela segunda vez em São Paulo, a arte urbana vai deixar seu espaço tradicional, as ruas e os muros das cidades, para se instalar no Museu Brasileiro da Escultura (Mube). A 2ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art tem início no dia 22 de janeiro e permanece no Mube até 24 de fevereiro, apresentando diversos estilos, técnicas e conceitos do grafite.
“A bienal, conceitualmente, mostra as diferentes formas de arte existentes no mundo e toda a revolução que o grafite [graffiti] tem colocado nesse universo. O próprio nome dela, Graffiti Fine Art, cria um questionamento: se é grafite por que não pode ser fine art [produção artística realizada por impulso artístico ou estético, sem objetivo documental ou publicitário]?”, disse o artista e curador da bienal, Binho Ribeiro, em entrevista à Agência Brasil.
A intenção da bienal é fazer com que o Mube se transforme em uma imensa galeria de rua. “É como se elas [as pessoas] fossem a uma galeria de rua, como se fossem dar uma volta na Vila Madalena [tradicional bairro de São Paulo que tem muitas galerias e ateliês], só que de maneira bastante organizada no sentido de que se tem uma iluminação específica e uma individualidade de obras”, destacou o curador.
Para a bienal, Ribeiro selecionou obras inéditas de 50 artistas nacionais e estrangeiros já reconhecidos na arte urbana mundial, tais como Kongo e Daze e os brasileiros Speto, Finok e Minhau, esse último responsável por construir um gato em madeira com cerca de 4 metros de altura que será instalado no evento. Painéis, instalações, telas, fotografias, pinturas e esculturas vão compor a bienal deste ano. “O foco da bienal é o universo artístico, os grafiteiros que ocupam galerias, fazem exposições e têm importância na cena do grafite mundial”, disse ele.