Fechado desde o dia 22 de dezembro, após 30 anos de funcionamento irregular, o lixão de Campo Grande será reaberto para catadores de materiais recicláveis trabalharem a partir de amanhã. Na noite de sexta-feira (11), o juiz da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Amaury da Silva Kuklinski, concedeu liminar a Defensoria Pública do Estado, obrigando o município a autorizar a entrada dos trabalhadores no depósito de lixo.
O local já foi palco de tragédias como a morte do menino Maikon Correia de Andrade, 9 anos, no dia 28 de dezembro de 2011. Ele passou horas soterrado pela montanha de lixo, após uma explosão dos gases produzidos pelo material em decomposição. O garoto trabalhava catando garrafas PET, na companhia de mais duas crianças que sobreviveram.
O Município também já foi alvo de diversas decisões da Justiça que determinavam a retirada dos catadores do lixão e o fechamento do local. A primeira de sentença saiu em 2005.
Pela decisão, o município tem de até 60 dias para se manifestar contra a reabertura do lixão. No entanto, o prefeito Alcides Bernal (PP) disse ontem que, apesar de não ser o ideal, vai permitir que os catadores voltem a trabalhar no local.
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