Cidades

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TSE vai investigar exagero no pagamento de horas extras

TSE vai investigar exagero no pagamento de horas extras

Redação

14/01/2013 - 20h00
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta segunda-feira que vai abrir investigação sobre as denúncias de que funcionários teriam se beneficiado do pagamento de horas extras de forma abusiva. De acordo com a assessoria do tribunal, pelo menos dois servidores foram exonerados e um devolveu o dinheiro recebido a mais. Em matéria publicada na edição de hoje, o jornal O Estado de S. Paulo apontou que o TSE teve um gasto de R$ 9,5 milhões com o pagamento de horas extras a 567 funcionários entre os meses de setembro e novembro do ano passado. Apenas em novembro, 161 servidores do TSE receberam de R$ 26.778,81 a R$ 64.036,74, valores acima até mesmo do que recebem os próprios ministros do tribunal.

Ainda de acordo com o jornal, o diretor-geral do TSE, Alcides Diniz, e a secretária de Controle Interno e Auditoria do tribunal, Mary Ellen Gleason Gomide Madruga, teriam sido os servidores exonerados. A informação não foi confirmada pela assessoria do tribunal. A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, ordenou que todos os casos suspeitos sejam enviados ao seu gabinete para análise.

Segundo a publicação, há relatos sobre servidores que iam ao tribunal no fim de semana de bermuda e camiseta só para registrar o ponto da hora extra e voltavam no fim do dia para nova marcação. No TSE, o registro é feito por meio do método biométrico, com a digital do funcionário. Funcionários do tribunal disseram ao Terra que já havia indícios de descontrole no pagamento das horas extras. Segundo esses servidores, há casos de pessoas que chegavam para trabalhar às 7h e saíam por volta da meia-noite, sem necessidade comprovada.
 

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