O Ministério do Interior da Argélia confirmou, no final da tarde de hoje (19), a morte de 23 pessoas devido ao ataque liderado pelo Exército Nacional Argelino à refinaria de gás Tiguentourine, em In Amenas, na região do deserto do Saara, cerca de 1,3 mil quilômetros da capital do país, Argel. Segundo informações do ministério, um grupo de 32 terroristas foi capturado no ataque. Desde a última quarta-feira (17), funcionários da refinaria estavam sendo mantidos reféns pelos militantes islâmicos e, desde quinta-feira (18), a Força Nacional da Argélia tentava resgatá-los.
"Essa intervenção resultou na libertação de 685 empregados argelinos e 107 estrangeiros, em 32 terroristas neutralizados e na morte de 23 pessoas", informou o ministro do Interior, Daho Ould Kablia, em comunicado à imprensa.
Não foram divulgadas as nacionalidades de todos os reféns. Uniformes militares, explosivos, metralhadoras, pistolas automáticas, rifles, mísseis, granadas, entre outros tipos de armamentos e equipamentos, foram recuperados durante a operação. Apesar da situação na refinaria, o ministro de Minas e Energia da Argélia, Youcef Yousfi, informou que o abastecimento de gás natural para o país e para o exterior não foi comprometido.
O Ministério das Relações Exteriores informou ontem (18) que não havia brasileiros entre os reféns dos militantes islâmicos. Segundo o Itamaraty, há cerca de 50 brasileiros no país atualmente.
A autoria do sequestro foi assumida pelo grupo extremista Assinantes pelo Sangue, ou Luta contra o Sangue e Capuzes (segundo traduções diferentes), comandado pelo argelino Mokhtar Belmokhtar. A ação foi uma resposta à atuação da França no Mali, autorizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) na última semana, com o objetivo de apoiar as autoridades nacionais malinenses contra radicais islâmicos que ocuparam o norte do país e avançam para a região central.