A residência do casal suspeito de matar uma criança de 1 ano e 2 meses espancada foi incendiada nesta tarde (19), na Rua Alberto Veiga, Bairro Nova Lima, em Campo Grande. A casa está fechada já que Marlene Romeiro Rocha, de 37 anos, e Francisco Gomes de Carvalho, 54 anos, estão presos.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por um familiar, que disse suspeitar de que o incêndio seja criminoso. Ele foi orientado a registrar o caso na Delegacia de Polícia.
Conforme os militares que atenderam a ocorrência, o incêndio não foi de grandes proporções. Foram queimados dois cômodos da casa, um colchão, roupas e uma cômoda. Foram deslocadas quatro viaturas e utilizados 500 litros de água para apagar as chamas.
Caso
Kemily Romeiro Rocha, 1 ano, morreu na noite de quinta-feira (17), na Santa Casa de Campo Grande com sinais de espancamento. Ela foi levada ao Posto de Saúde do Nova Bahia, já sem sinais vitais, mas foi reanimada pelos médicos e transferida em estado gravíssimo.
A polícia foi acionada e prendeu a mãe da criança, apontada como suspeita de maus-tratos seguido de morte. Porém, no final da tarde de ontem, após ouvir testemunhas, a delegada responsável pelo caso, Regina Mota, incluiu o padrasto, Francisco, como suspeito.
Segundo a titular da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA), depoimentos de pessoas ligadas ao casal davam conta de que a criança passou o dia todo sozinha com o padrasto em casa. Ele foi detido na tarde de ontem (18). As investigações sobre o caso continuam.