Com ajuda de chaveiros, agentes de saúde começam a entrar em imóveis fechados a partir de amanhã (21). As vistorias serão feitas inicialmente em residências do centro de Campo Grande.
O Tribunal de Justiça concedeu alvará no final da tarde de sexta-feira para que o município entrasse em imóveis fechados cujo proprietário não estiver sendo localizado.
As casas e comércios fechados, que não passam por fiscalização dos a agente de saúde, são potenciais criadouros do mosquito transmissor da dengue. Vasos sanitários abertos, calhas, material de construção acumulados em quintais, por exemplo, são locais propícios para o inseto procriar.
Além da dificuldade de entrar nas residências fechadas, segundo a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), há em Campo Grande 140 mil imóveis que, desde maio do ano passado, não recebem visitas dos agentes de saúde.
Segundo o titular da Sesau, Invandro Correa Foseca, o trabalho não estava sendo feito por falta de pessoal, equipamentos e veículos. “São 68 microrregiões da cidade descobertas. Isto é um risco muito grande, porque o mosquito podem estar se proliferando justamente onde os agentes não conseguem chegar”, destacou.
O prefeito Alcides Bernal (PP), disse ontem que as equipes de agentes de saúde foram reordenadas e começam, também nesta semana, a vistoriar estes locais que não estavam recebendo as ações do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ)
Emergência
Amanhã deve sair no Diário Oficial, o decreto de situação de emergência, segundo Bernal. A partir de então, a prefeitura vai pleitear recursos do Ministério da Saúde para reforçar o combate à dengue. Com o decreto, a administração poderá contratar agentes de saúde temporários, sem precisar abrir concurso público. Bernal disse que contratará 160 pessoas para integrar as equipe do CCZ.