O prefeito Alcides Bernal (PP)recusou-se a assinar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para garantir condições mínimas de segurança e higiene aos catadores de recicláveis do lixão de Campo Grande.
Diante da recusa, o procurador Paulo Douglas Almeida de Moraes vai entrar com ação na Justiça para obrigar a prefeitura a instalar bebedouros, lavatórios e tomar série de outras medidas que melhorem a situação dos trabalhadores.
O MPT vai propor que uma bolsa, que pode chegar a R$ 3 mil, seja paga pela prefeitura aos catadores, enquanto a área de transição, local, dentro do lixão, onde está sendo despejado o lixo da coleta para que os recicladores façam a separação antes que o material seja descartado no aterro sanitário, não estiver pronta para receber os trabalhadores, ou seja, quando banheiros, lavatórios, área de convivência, dentre outros ambientes estiverem sendo construídos.
Fechado desde o dia 22 de dezembro, após 30 anos de funcionamento irregular, o Lixão de Campo Grande foi reaberto pela Justiça para catadores de materiais recicláveis trabalharem no dia 15 deste mês. O Ministério Público Estadual tentou fechar o Lixão, mas seu agravo foi indeferido no Tribunal de Justiça.