Transitam na Justiça de Campo Grande ao menos 500 processos judiciais produzidos por igrejas que tentam escapar das parcelas do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), o tributo que mais junta dinheiro no cofre da prefeitura da cidade. Muitas entidades e instituições religiosas caem na vala dos inadimplentes, isto é, viram sonegadores, por perderam o recurso judicial cujos valores alcançam quantias que oscilam entre R$ 400, R$ 1 mil e até R$ 50 mil.
Embora a Constituição brasileira garanta a imunidade tributária aos templos de qualquer culto, a guerra judicial esquenta principalmente nos primeiros meses do ano. É neste período que o município mais se empenha pela cobrança do imposto que garantiu à Capital a arrecadação de R$ 228,6 milhões no ano passado.
Ainda que os processos corram na Justiça sem o dedo da censura, o popular segredo judicial, o assunto emudece chefes e membros das entidades religiosas implicadas nos casos. Poucos tratam do assunto abertamente. Nem a prefeitura comenta o que poderia ser classificado como um santo embate judicial.
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