O advogado Ubirajara Mangini Pereira, contratado pela família de Alessandra Troitini e assistente da acusação no julgamento de Gil Rugai, afirmou nesta quarta-feira (20) que a família da vítima luta na Justiça pelo direito de receber 50% da herança deixada por seu companheiro, Luis Carlos Rugai. O casal foi assassinado em março de 2004. Gil, filho de Luis, é julgado desde segunda-feira (18), no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, pelo crime. Ele nega que tenha matado o pai e a madrasta.
Segundo Pereira, outros advogados que defendem os interesses da mãe de Alessandra pleiteiam o direito que a vítima teria a metade da herança de Luis Rugai, avaliada em cerca de R$ 22 milhões. “Pela lei, Alessandra e Luis Carlos tinham uma união estável, ficaram juntos por dez anos, vivendo como marido e mulher. Diante disso, a família dela já faz parte do inventário da herança para ter metade deste valor, cerca de R$ 11 milhões”, disse o assistente da acusação.
A outra metade, segundo o advogado, seria dividida entre os dois filhos de Luis Carlos, Gil e Leonargo Rugai, já que Leonardo não julgou o irmão indigno de receber a herança, mesmo suspeito pelo crime. Na época do crime, Luis Carlos tinha 40 anos e Alessandra, 33.
“O direito é, por lei, de Alessandra. Como ela morreu, segundo a lei, quem tem direito são seus pais. No caso, a mãe de Alessandra, uma senhora viúva”, explicou Pereira.
O julgamento de Gil Rugai deve entrar em seu terceiro dia nesta quarta-feira. O recomeço dos trabalhos estava previsto para as 9h30, mas até as 9h50 não havia recomeçado. Neste terceiro dia, o júri vai continuar a ouvir as testemunhas arroladas pela defesa do réu. Por volta das 9h50, Gil já estava no plenário do júri. Ele driblou a imprensa nesta quarta e entrou por um outro acesso do Fórum da Barra Funda.