O deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) recorreu na manhã de hoje a antigos colegas da Polícia Federal na tentativa de recuperar um tablet subtraído no aeroporto em São Paulo.
Procurado pela Folha, Protógenes lamentou o episódio: "Não é o favelado furtando, isso é que dói. Não é o favelado furtando porque as pessoas mais pobres furtam para se alimentar, até sofrem influência do consumo".
Segundo ele, depois de ir à área de atendimento fazer o check in para o embarque a Brasília, o equipamento foi deixado no local e ao voltar não o encontrou mais. Em seguida, o deputado diz ter recorrido ao setor de "achados e perdidos" da Infraero e da empresa aérea, mas não obteve sucesso.
"Saí da TAM e fui direto na Policia Federal para recuperar as imagens de quem tinha subtraído o tablet no totem [do check in]", disse. Na PF, informou a senha do localizador do aparelho e por volta das 9h40 embarcou.
"Quando o avião aterrissou já tinha uma equipe da Policia Federal esperando aqui em Brasília. Entraram na aeronave, me localizaram e: 'doutor o seu iPad, o senhor localizou? Eu falei não."
Segundo o deputado, não houve tumulto por parte dos tripulantes nem dos passageiros quando dois agentes da PF se anunciaram.
No local, Protógenes foi informado pelos agentes de que o autor do furto estaria dentro da aeronave porque o último sinal registrado pelo sistema de busca do aparelho ocorreu minutos antes do embarque.
Todos os passageiros foram encaminhados para a área de desembarque internacional onde as bagagens passaram por um raio X.
Aqueles que dispunham de aparelhos similares ao do deputado também tiveram que apresentar para reconhecimento dos agentes. De acordo com o deputado, os passageiros não foram submetidos a nenhuma revista.
Para Protógenes, não houve excesso por parte da PF. Segundo ele, a triagem feita pelos agentes foi um "procedimento padrão" sem levar em conta o fato de ser ex-delegado da PF e ocupar o cargo de deputado.
Apesar dos procedimentos realizados pela Polícia Federal, o tablet não foi encontrado. Procurada, a Polícia Federal em Brasília não ainda se pronunciou.