O julgamento de Eliane Marçal Sanches e Jerssi Barbosa Lopes, acusados de tentar matar M.S.C a tiros, que estava marcado para hoje (1º), foi adiado para a próxima terça-feira (05). Segundo o Tribunal de Justiça, os defensores públicos que representavam os réus que fizeram o pedido.
Os defensores públicos solicitaram o adiamento porque foram convocados a participar de um evento de interesse institucional.
Segundo o processo, a vítima estava em sua residência quando um terceiro envolvido, R.L. dos S. e sua companheira, Eliane Marçal, a convidaram para ir até a casa de uma amiga, com pretexto de buscar algumas roupas para, assim, atrair a vítima até o local do crime.
Desse modo, quando os réus conseguiram levar M.S.C. até o local pretendido, o réu Jerssi Barbosa desferiu uma pancada na cabeça da vítima e, no mesmo momento, R.L. dos S. atirou contra ela, causando-lhe ferimentos que somente não foram a causa de sua morte por circunstâncias alheias à vontade dos réus.
A denúncia ainda narra que o delito foi praticado por motivo fútil, em virtude de brigas domésticas entre os acusados e a vítima, além do uso de emboscada, onde os réus a levaram até um local ermo para consumar o crime.
O juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, concedeu o pedido feito pelo Ministério Público Estadual para declarar nulos todos os atos praticados em relação ao réu R.L. dos S., pois o mesmo era inimputável na época do fato (menor de idade).
Desse modo, o juiz compreende que “em tese, que os réus agiram por motivo fútil, em razão de desavenças domésticas havidas entre os denunciados e a vítima e usaram de emboscada, porque atraíram ela a um local ermo, onde foi agredida antes de ser alvejada com tiros”.