A necessidade de medicamentos por tempo prolongado ou mesmo por uso contínuo tem levado milhares de pessoas a fazerem verdadeiros malabarismos financeiros para suportar as despesas, já que muitos deles são de custos elevados. Mas, poucos pacientes sabem que alguns laboratórios farmacêuticos fazem cartões gratuitos que garantem descontos de até 50% em diversos tipos de remédio.
O remédio Nexium, 40 mg, 28 comprimidos, por exemplo, usado no tratamento de problemas gástricos, chega a custar R$ 226, mas pode ser comprado a R$ 113 em caso de pacientes que fazem uso contínuo e se cadastram no laboratório.
Para ter acesso a esses descontos, o paciente precisa entrar em contato com o laboratório fabricante do medicamento prescrito pelo médico, via site ou telefone, e verificar se ele tem programa de descontos.
bons exemplos
O laboratório Bayer/Shering, por exemplo, tem o programa “Bayer Para Você”; Mantecorp, o “Vida Mais Mantecorp”; Novartis, o “Vale Mais Saúde; Aché, o “Cuidados pela Vida”, e o Astra Zêneca, o programa “Faz Bem”. O laboratório Sanofi-Aventis tem um programa voltado principalmente aos pacientes que fazem tratamento contra osteoporose.
Para o cadastramento é necessário ter em mãos a receita (com o número do CRM do médico) e os seus dados pessoais, como número do CPF e endereço com código postal.
Os descontos são aplicados sobre o preço máximo ao consumidor vigente por ocasião da compra do medicamento.
A maioria dos laboratórios que trabalham com essa estratégia cria programas especiais, uns com fornecimento de cartões com números do cadastro e outros não. Esses cadastros são feitos de graça, diretamente com os laboratórios, pela internet ou telefone, via Serviço de Atendimento ao Cleinte (SAC).
Uma vez cadastrado, o paciente pode comprar o medicamento receitado numa farmácia conveniada mais próxima de sua residência.
A Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma) informa que os laboratórios farmacêuticos não costumam divulgar esse tipo de benefício porque os Procons e mesmo algumas associações médicas são contra essa prática.