Mato Grosso do Sul tem pelo menos 11 matadouros em condições precárias de higiene, que podem sim colocar a saúde de consumidores em risco. Quatro deles, nos municípios de Cassilandia, Rochedinho, Nioaque e Aquidauana, não têm condições de continuar operando nem mesmo se forem reformados, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Campo Grande e Região (STIAA-CG). “Precisam ser imediatamente demolidos, pois são uma afronta à saúde pública”, declara o presidente do STIAA, Rinaldo de Souza Salomão.
Rinaldo Salomão afirma ainda que o governo estadual e federal deveriam intervir nesse caso para evitar a demissão de empregados. Ele sugere o pagamento de seguro desemprego até que as empresas, que têm condições de sofrerem reformas, sejam adequadas ao trabalho.
O sindicalista contou que alguns desses matadouros fornecem carne não apenas para o município onde estão instalados, mas abastecem também outras regiões circunvizinhas. Ele reconhece a falta de higiene e diz que isso é desaprovado pelos próprios funcionários que clamam por providências para que esses estabelecimentos sejam regularizados.
Os demais matadouros de Mato Grosso do Sul estão instalados em Campo Grande, Bonito, Corumbá, Camapuã e Rio Verde, que também está em condições precárias.
Fiscalização
A secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), Tereza Cristina Corrêa da Costa informou ontem que será aberta sindicância para verificar as condições dos frigoríficos em todo o Estado.
Ainda conforme Tereza Cristina, durante as auditorias muitos itens devem ser contemplados para o funcionamento, mas boa higiene e local adequado para conservação e condicionamento são fundamentais. A sindicância anunciada por Tereza Cristina deverá aprofundar, entre outros, a denúncia do frigorífico de Amambai, que passou por vistorias em fevereiro e estaria ainda realizando ajustes.