Assim como a Dengue, a Leishmaniose também é uma preocupação da atual administração municipal, que desde 2003 monitora o número de ocorrências em Dourados. Em pouco mais de dois anos, foram registrados 59 casos de animais domésticos infectados com a doença (30 em 2011 e 29 em 2012).
De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância e médico veterinário, Eduardo Arteiro Marcondes, o Centro de Controle de Zoonoses de Dourados, está agindo preventivamente conforme as leis sanitárias e realizando o procedimento de sacrifício dos animais contaminados.
“Infelizmente a eutanásia ainda é uma das únicas alternativas, no combate a proliferação do mosquito Flebótomo, que é o responsável pela transmissão da Leishmaniose, e como forma de combater e prevenir é que cumprimos o controle vetorial” afirmou o diretor.
Segundo Marcondes, no Brasil ainda não há nenhum tratamento ou “droga” [medicamento], que cure ou combata a leishmaniose e quando transmitida ao ser humano, pode levá-lo a óbito.
“Em 2012, foram registrados dois casos da doença em humanos em Dourados, ambos já foram tratados. Há algumas drogas em teste, mas que não possuem comprovação oficial do Ministério da Saúde, da Vigilância e do Conselho de Medicina Veterinária, por isso a prevenção ainda é a principal ‘remédio’ para o combate ao mosquito transmissor” afirmou.