O Ministério Público de Mato Grosso do Sul investiga o decreto emergencial que permite a compra de combustível para a frota dos carros oficiais da prefeitura de Campo Grande, anunciado semana passada e também apura o suposto enriquecimento ilícito do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).
A investigação foi confirmada ontem pelo promotor de Justiça Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha. São dois procedimentos preliminares de investigação, que podem virar em inquérito.
A licitação do combustível foi feita em caráter emergencial, sem licitação. Segundo publicação no Diário Oficial de Campo Grande, a prefeitura vai pagar R$ 855 mil ao posto Emanuele, que deve abastecer os carros da prefeitura por 180 dias.
O decreto não diz quantos litros de combustível o posto deve fornecer nesse período.
Concorrência feita em novembro passado já havia definido, por licitação, que um outro posto seria o fornecedor do combustível, mas o certame foi desfeito sem explicação.
APARTAMENTO
Já a investigação sobre o suposto enriquecimento ilícito do prefeito surgiu com a notícia de que Bernal comprou apartamento de R$ 1,7 milhão, dois meses depois da posse. Durante evento, o prefeito confirmou acompra do imóvel. Antes ele morava numa casa avaliada em R$ 700 mil.
O promotor disse que pediu documentos à prefeitura e ao cartório para dar início a investigação. Até o início da noite de ontem, o prefeito não havia comentado a investida do Ministério Público.