Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) instaurou, semana passada, a abertura de uma sindicância administrativa para apurar o motivo de sete ambulâncias estarem paradas desde o ano passado em pátios de oficinas.
O ex-prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad informou em nota de esclarecimento que a frota do Samu e da Sesau estava sendo renovada gradativamente ao longo da administração anterior. Conforme a nota, quando a manutenção ultrapassava o valor referente a 50% do valor atual do veículo, já não era mais vantajoso investir no conserto. “portanto o veículo era destinado a leilão para ser substituído por novo. É importante destacar que o processo para desalienação/leilão de veículos e todo bem público é burocrático, demanda tempo e não foi realizado antes do fim da administração anterior porque era necessário que o último leilão, realizado em dezembro de 2012, fosse concluído para o início de um novo”.
Os orçamentos feitos para a manutenção das ambulâncias apontam custo de R$ 50 mil, em média. Como os veículos foram adquiridos, em 2004, por R$ 109,7 mil, o ex-prefeito diz que devido a desvalorização e uso, o valor de venda é inferior o valor do conserto. “não foi autorizada a realização do serviço. Por isso, estava sendo aguardado que fosse concluído o último processo de desalienação (finalizado em dezembro de 2012) para que se iniciasse um novo, visando a renovação da frota e a diminuição dos gastos com conserto e manutenção”, informa a nota.
Ainda conforme a nota, todos os dados descritos constam no Relatório de Gestão 2012, onde estão detalhados os bens para transporte da Sesau, toda a frota e situação de uso. “Apesar de não ter sido realizada a transição de governo, tendo em vista que o nome do atual secretário de saúde só foi conhecido no dia 31 de dezembro do ano passado, todas essas informações foram repassadas para a atual gestão pelos servidores remanescentes da administração anterior”.