Cidades

CAÇA-NÍQUEL

Cachoeira vai à Polícia Civil de Brasília para depor em inquérito

Cachoeira vai à Polícia Civil de Brasília para depor em inquérito

Redação

18/03/2013 - 16h50
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Condenado sob acusação de corrupção em Goiás, o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, apresentou-se espontaneamente hoje para depor na Polícia Civil de Brasília. O depoimento durou cerca de uma hora.

Segundo a defesa de Cachoeira, há um inquérito aberto para investigar máquinas de caça-níquel. No entanto, o empresário não é investigado nem foi indiciado formalmente pela polícia do Distrito Federal.

A decisão de se apresentar, segundo os advogados, deveu-se à divulgação de que a apreensão de máquinas de jogo, no segundo semestre de 2012, tinha relação com as atividades de Cachoeira. A defesa argumenta que ele estava preso naquele momento.

Há dez dias, ele havia ido à delegacia da Polícia Civil, em Taguatinga (DF), mas o depoimento foi adiado por falta de luz.
Histórico

Em fevereiro de 2012, a Polícia Federal deflagrou a Operação Monte Carlo, que investigou uma rede de jogos ligada a Cachoeira.

Durante as investigações, foram flagrados centenas de telefonemas entre ele e o então senador Demóstenes Torres, que, por conta disso, foi cassado pelo Senado.

Ainda em 2012, a Polícia Civil e o Ministério Público do DF fizeram a Operação Saint Michel, que teve início a partir de documentos da Monte Carlo e investigou suposta tentativa de fraudes no sistema de bilhetagem do transporte público de Brasília.

A Polícia Civil abriu um outro inquérito no segundo semestre de 2012, para apurar vendas de máquinas de caça-níquel no DF.

Apesar de investigar pessoas que foram citadas na Operação Monte Carlo, a defesa de Cachoeira nega que ele tenha qualquer relação com as máquinas. Por esse motivo, argumentam os advogados, não foi indiciado. 

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