Já acusado de cometer irregularidades na administração do Hospital do Câncer (HC) pelo Ministério Público Estadual, o diretor-geral da instituição, o médico oncologista, Adalberto Siufi, teve ontem mais um grande problema para resolver.
Um dos alvos da Operação Sangue Frio da Polícia Federal, ele acabou preso por posse ilegal de arma enquanto os policiais apreendiam documentos em sua casa. Siufi e outras sete pessoas tiveram suas moradias visitadas pelos agentes federais, que investigam um esquema de mau uso de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do HC, e de desvio de dinheiro público do Hospital Universitário, do qual Siufi é servidor aposentado, e também ex-diretor.
Com a operação, a PF visa combater o monopólio nos serviços de radioterapia na Capital, que vinha sendo prestado a pacientes do SUS apenas por clínicas privadas.
Conforme o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Edgar Paulo Marcon, na investigação, que teve início há um ano, além do desvio de dinheiro público, foram verificados os crimes de corrupção passiva e fraudes em licitações.
Da Operação Sangue Frio, desencadeada na manhã de ontem, participaram mais de 100 agentes da PF, e mais de 20 servidores da Controladoria-Geral da União, entidade parceira no processo investigatório.
Além dos diversos discos rígidos de computador e documentos, também foram apreendidos R$ 200 mil reais em espécie, distribuídos nas casas dos investigados, e três armas de fogo de uso permitido, encontradas na casa de Adalberto Siufi e de Brener Zan, presidente da Fundação Carmem Prudente.
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