Três diretores da Fundação Carmen Prudente, mantenedora do Hospital do Câncer Alfredo Abrão, foram afastados temporariamente dos cargos em reunião dos 15 integrantes do Conselho Curador, realizada na noite de ontem (20), em Campo Grande. Por causa das investigações, foram destituídos o diretor-geral Adalberto Abrão Siufi, Wagner Miranda, que era o diretor-financeiro, e Blener Zan, diretor-presidente.
Hoje (21), três novos diretores assumiram: Carlos Alberto Moraes Coimbra como diretor-presidente, Jeferson Baggio Cavalcante, o diretor-geral, e Sueli Nogueira Lopes Telles, nova diretora-financeira. Os atendimentos continuam ocorrendo no hospital. Na quarta-feira, o diretor-geral do Hospital Universitário, José Carlos Dorsa também foi afastado por suposto envolvimento em esquema de fraude durante sua administração.
Caso
O hospital do Câncer Alfredo Abrão, instalado em Campo Grande, administrado pela Fundação Carmem Prudente de Mato Grosso do Sul, é acusado de receber dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) por atender pacientes que já tinham morrido. Somado a isso, a Fundação, criada para ser sem fins lucrativos, é chefiada pelo médico oncologista Adalberto Abrão Siufi, que montou uma empresa com a própria finalidade da Fundação, para prestar serviço ao hospital, negócio ilegítimo, por lei. E também: Siufi empregou na mais importante entidade de saúde da cidade – atende em torno de 200 pacientes diariamente – a irmã, o filho, a nora, o sogro do filho e a filha, com salários que variam de R$ 7 mil a 10 mil por mês. No último dia 14 de março, o MPE pediu da Justiça o afastamento imediato dos diretores do hospital.