A Prefeitura de Campo Grande e as empresas do transporte coletivo urbano já começaram a negociar o aumento da tarifa de ônibus, e caso um novo valor seja fechado, a Câmara Municipal vai pedir “reajuste zero” na passagem, hoje uma das mais caras do país. Os vereadores Chiquinho Telles e Delei Pinheiro, ambos do PSD, e o próprio presidente da Casa de Leis, Mario Cesar (PMDB), afirmam que vão cobrar do prefeito Alcides Bernal (PP) a promessa de congelamento da tarifa feita durante a campanha eleitoral.
Ontem, o prefeito Alcides Bernal admitiu ter recebido proposta do Consórcio Guaicurus e ter mandado o documento para análise da Agência de Regulação dos Serviços Público e Delegados de Campo Grande (Agereg). “Eu já determinei a agência para que faça o máximo de esforço e a gente encontre um valor justo”, disse durante entrevista coletiva.
Bernal, em nenhum momento falou em congelamento do valor. Hoje o passe de ônibus custa R$ 2,85. No reajuste, as empresas que fazem o transporte levam em conta as perdas com a inflação, o aumento do Diesel, os gastos com manutenção dos carros e troca de pneus, a folha de pagamento dos funcionários, dentre outros pontos. A data base das concessionárias para o reajuste é março, como prevê o contrato.
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