Trezentas e treze marcas de remédios, entre as quais os receitados para a dengue, sumiram das prateleiras das unidades de saúde de Campo Grande. Explicações desencontradas dificultam achar a razão da falta dos medicamentos, que já dura meses e, enquanto isso, pacientes sofrem.
Todos os medicamentos, que devem ser distribuídos de graça, serão repostos até a semana que vem, segundo o secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca.
O atual secretário culpa a gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB), que se defende ao dizer que deixou de ser prefeito há três meses. Enquanto isso, a população que precisa da gratuidade enfrenta cansáveis maratonas.
O motorista Adriano Alves, 29 anos, foi ontem à tarde no Centro Regional de Saúde (CRS) do Bairro Guanandy, atrás de dois medicamentos para a mulher dele, que está grávida, mas saiu da farmácia com um remédio para pressão, mas sem outro conhecido como Sulfato Venoso, medicação para tratamento de asma. O atendende do CRS disse ao motorista que o medicamento “poderia ser encontrado” em outra unidade de municipal de saúde.
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