O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou hoje o opositor Henrique Capriles de querer fazer uma campanha eleitoral violenta. Os dois são os principais candidatos à Presidência venezuelana na eleição de 14 de abril.
O pleito foi convocado após a morte do presidente Hugo Chávez, no último dia 5, causada por complicações decorrentes de um câncer na região pélvica. O mandatário havia sido reeleito em outubro, mas não pôde assumir o cargo devido a seu estado de saúde e deixou Maduro como seu herdeiro político.
Maduro criticou Capriles por escolher o Estado de Barinas, onde nasceu Chávez, para começar a campanha eleitoral, na próxima terça. Para ele, a escolha foi uma provocação do adversário, que fará um evento no mesmo Estado no mesmo dia.
"A direita decidiu fazer uma campanha eleitoral de violência. Eu tenho provas do que eles estão planejando e decidiram fazer o primeiro ato de violência aqui em Barinas, por isso o burguesinho decidiu vir para provocar o povo daqui e começar a campanha eleitoral mandando uma mensagem de violência".
No entanto, Maduro não apresentou as provas da acusação que fez contra os adversários, assim como em outras vezes em que criticou os opositores. O presidente interino havia anunciado na última terça que começaria a campanha por Barinas, com uma carreata com um ônibus que será dirigido por Maduro.
Na sexta, Capriles anunciou que faria campanha pelo mesmo Estado, mas sem especificar por onde começará. Os governistas farão o ato inicial em Sabaneta, cidade natal de Chávez e onde o ex-mandatário iniciou seus comícios para a última eleição presidencial, em outubro.