A chamada "Justiça Privada" cresceu 80% no Brasil, nos últimos cinco anos, e já é a principal forma de solução de conflitos no mundo dos negócios. Muita gente não sabe, mas é possível evitar a lentidão do Judiciário para resolver divergências em contratos.
O procedimento é simples: as partes elegem um árbitro de confiança - que nem precisa ser bacharel em Direito - e em até seis meses o martelo está batido. A arbitragem, aliás, é antiga: a lei brasileira prevê a possibilidade desde a Constituição Imperial de 1824. Porém, foi só após a aprovação de uma lei específica, há 16 anos, que o instrumento ganhou força.
E se os clientes ficam contentes com o rápido desfecho da causa, os olhos dos advogados brilham duas vezes mais. RS$ 3 trilhões estiveram em jogo nos principais centros de arbitragem do país no ano passado, segundo levantamento apresentado pela Radio Bandeirantes.