Hoje, 02 de abril, é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data anual criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) serve como um lembrete à população: é fundamental se conscientizar e abrir espaço para a inclusão social de pessoas autistas. A desinformação e a discriminação são recorrentes. Foi só em dezembro de 2012 que uma lei federal determinou que as escolas de ensino regular devem aceitar alunos portadores da síndrome.
O Dia Mundial do Autismo se mostra imprescindívelquando conhecemos histórias como a da mãe Carolina Spínola. A jornalista percorreu nove escolas privadas de Campo Grande na tentativa de matricular seu filho Thiago, de 6 anos – diagnosticado autista – na primeira série do ensino fundamental, mas a resposta foi negativa em todas as instituições de ensino.
Para manter uma criança autista em sala de aula, a classe deve ter no máximo 20 alunos e é necessária a presença de um professor auxiliar. As escolas particulares exigem que os próprios pais arquem com as despesas deste profissional. “As escolas recebem do Governo uma competência constitucional. É injusto cobrar dos pais sendo que o atendimento é uma garantia, um direito”, argumenta Spínola, que não teve condições financeiras para pagar a mensalidade e mais o salário de um professor para Thiago.
A jornalista conta que muitas instituições alegaram, repentinamente, que “não há mais vagas”, depois de serem informadas da condição de seu filho. “É um sentimento de rejeição”, resume.
O pequeno Thiago acabou matriculado em uma escola municipal. “As escolas da rede pública aceitam mais facilmente a presença de alunos autistas, até porque é uma determinação do Governo”. Ele ainda não foi alfabetizado, mas de acordo com a mãe está apresentando progressos com a nova professora auxiliar, além de evoluir no convívio social com outras crianças.
Já Matheus, o irmão gêmeo de Thiago, está estudando em uma escola particular de ensino regular. “Eu não contei que ele era autista quando fiz a matrícula e por isso não tive problemas”, revela Spínola. Matheus apresenta menos características do chamado espectro autista e por isso apresenta maior facilidade na aprendizagem e interação social. Ele está na segunda série, não precisa de professor auxiliar e já é alfabetizado.
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