A Polícia Civil de Paranhos indiciou duas pessoas por crimes de falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina ocorridos no município.
As investigações apontaram que um pastor evangélico e um então estudante de medicina teriam atendido várias pessoas através de uma Ong (Organização Não Governamental) denominada “Casa de Davi”, localizada naquela cidade.
Várias pessoas estão sendo ouvidas, entre elas as que foram atraídas pela voluntariedade da Casa de Davi, quando no ano passado, em finais de semana, os agora indiciados agiam como médicos junto com um profissional que fazia parceria com a Ong.
De acordo com testemunhas e cópias de receitas confeccionadas com timbre da Casa de Davi e receitas controladas trazidas pelo médico oficial da Secretaria de Saúde de Angélica/MS, juntados no inquérito policial, eles faziam diversos atendimentos.
Segundo a polícia, dentre o que foi apurado eles aferiam pressões arteriais, exames biométricos, prescrevendo receitas, além de visitas residenciais feitas pelo pastor nas casas dos atendidos, quando novamente exercia os trabalhos de medicina ou enfermagem, inclusive ministrando remédios a pacientes.
Há, de acordo ainda com a polícia, informações de que alguns pacientes recorreram a centros de saúde por motivos de mal atendimento ou atendimento insatisfatórios pelos investigados.
Ambos também estão sendo investigados por falsidade ideológica, haja vista várias receitas com assinaturas divergentes ou falsificadas, no carimbo do médicoque mantinha parceria com a ONG.
Outras diligências serão feitas para se saber sobre quantos medicamentos foram entregues através dos meios fraudulentos junto aos órgãos públicos de saúde entre outras. As penas para os crimes de exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica podem chegar até 5 anos de prisão.