Descontentes, agentes epidemiológicos de saúde protestaram na manhã desta terça-feira (9) na sede da prefeitura de Campo Grande. Segundo os manifestantes, desde o ano passado estava em vigor um acordo verbal entre a antiga administração, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e cerca de 500 servidores.
O Projeto de 8 horas por Meta previa que os agentes responsáveis pelas visitas nas casas poderiam trabalhar em horários alternados para tentar encontrar os moradores em outros horários. Sendo assim, os servidores passaram a trabalhar 7h seguidas e saiam mais cedo. O acordo, segundo os trabalhadores, dava mais agilidade ao serviço.
O combinado foi que se a proposta desse certo e a meta determinada fosse atingida, o projeto permaneceria.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Marcos Tabosa, a reivindicação principal dos servidores é com relação a continuidade do acordo. “Queremos manter o projeto. Havia um acordo verbal na gestão anterior e continuou nessa gestão. Isso ajudava os agentes que fazem faculdade ou estágio”, observou.
Ajuda de custo
Outra reivindicação é com relação ao pagamento integral de R$ 950, repassados pelo Governo Federal como ajuda de custo para os agentes de saúde. Atualmente, desses R$ 950, apenas R$ 200 são repassados para os servidores e o restante do dinheiro é investido em equipamentos de trabalho.
“O prefeito Alcides Bernal prometeu em campanha o pagamento integral dos R$ 950 e não cumpriu. Não quero briga por causa de partido político, somos um sindicato e eu faço política sindical”, declarou Tabosa.
Conforme os trabalhares, o repasse está previsto em lei federal, que estaria em vigor há mais de 10 anos e nunca foi pago.
Irregularidade
Já o secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca, disse que a gestão do prefeito Bernal identificou que o acordo atingia cerca de 300 agentes, que não estavam cumprindo as 40 horas previstas no edital de concurso e no contrato de trabalho.
Ele garantiu que esse acordo nunca foi firmado na gestão atual e que essa questão já está tramitando no Ministério Público porque há indícios de irregularidade por conta do descumprimento da carga horária.