Relatório do Núcleo de Vigilância Sanitária de Corumbá aponta que os quase 700 quilos de carnes apreendidos na Escola Municipal Barão do Rio Branco, utilizados na merenda escolar servida aos 1.030 alunos não estavam estragados, o que contraria a denúncia do vereador Buxexa Amaral (PHS). O produto, que estava dentro dos prazos de validade foi inutilizado por conta de irregularidades definidas como "burocráticas" pela coordenação da Vigilância.
O coordenador do Núcleo de Vigilância, Luiz Arruda, explicou que na escola e no almoxarifado central da Secretaria Municipal de Educação foram apreendidos acém em cubos e moído e charque, que totalizaram 679,6 quilos de carne.
Os protudos foram produzidos pela Embutidos Tradição LTDA, que tem autorização para produção e comercialização, no entanto, os selos de inspeção municipal só dão liberdade para circulação no município de origem. "Para circular por outras cidades do Estado, o produto teria que ter no mínimo o Serviço de Inspeção Estadual, que não era o caso", esclareceu Luiz Arruda.
O relatório apontou ainda que o produto charque encontrava-se acondicionado em embalagem de lingüiça, o que gerou dúvida quanto à produção. E, tanto na escola quanto no almoxarifado tinha carne moída, sendo que uma lei municipal proíbe estocar este tipo de produto.
"A carne embalada a vácuo tem coloração mais escura, devido ao processo de produção e tem cheiro forte também, mas não quer dizer que está estragada. Por não se conhecer a técnica pode-se levar a crer que está estragada. Estava no prazo de validade correto", esclareceu o chefe da Vigilância Sanitária.
Caso
O vereador Buxexa Amaral esteve na escola no dia 19 de março e denunciou a existência de problemas relacionados à merenda servida aos alunos. A denúncia levou à apreensão e inutilização da carne, que de acordo com relatório da Vigilância, não estava estragada. O diretor da unidade educacional, professor Genilson Canavarro de Abreu, informou que a Associação de Pais e Mestres vai entrar com processo judicial contra o parlamentar.