O juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Aluizio Pereira dos Santos, negou o pedido de liberdade provisória formulado pela defesa de Ryan Douglas Wehner Vieira, acusado de envolvimento em um racha na Avenida Duque de Caxias que resultou na morte de Marcos Vinícius Henrique de Abreu, de 22 anos, e deixou ferida a namorada da vítima, Letícia Souza Santos, de 23. Na mesma decisão, o juiz converteu a prisã em flagrante em prisão preventiva. De acordo com a denúncia, ele dirigia embriagado o veículo Citröen C3 na noite do dia 31 de março e colidiu com o carro onde estavam as vítimas, durante o racha. A defesa ingressou com o pedido de liberdade argumentando que o réu é primário, possui residência e emprego fixos e tem bons antecedentes criminais. Para o magistrado, não há qualquer fato novo que justifique a conversão de liberdade provisória.
Conforme o magistrado, “esse tipo de disputa ''pega'' gera perigo às demais pessoas que estão em via públicas, mas também às outras que estão próximas à via pública, o que não pode ser desconsiderado, tanto é verdade que, em razão da disputa, um dos veículos chocou-se com um poste de iluminação pública, que caiu, vindo a destruir a fachada de um imóvel, como se percebe por depoimento de uma testemunha”.
O juiz também reforça que crimes desta natureza geram “inquietação e insegurança jurídica na sociedade, pois a desestrutura, por isso, exige-se resposta rápida (…) vez que a segurança é um bem jurídico necessário para viver-se em comunhão, devendo-se, por consequência, resguardar, por ora, ordem pública, mormente se no local se aglomeraram inúmeras pessoas, o que indica que a comunidade foi abalada, inclusive de alguns populares que queriam agredir o investigado ante à indignação ao fato”. O juiz ainda reforçou que a materialidade do crime pode ser constatada nos autos de prisão em flagrante e há indícios de autoria por meio dos depoimentos de cinco testemunhas que apontam Ryan como autor do crime.