Equipe da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe) esclareceu um homicídio seguido de ocultação de cadáver e prendeu os acusados Cleber Laureano Rodrigues Medeiros, de 38 anos, Sandro Luges Duarte, 31 anos, seu irmão Marcus Luges Duarte, 28 anos, e João Pedro de Barros, de 28. Também foi preso Guilherme Otávio Fuzetto Nicolatti, 22 anos, por porte de drogas.
Segundo informações da polícia, um homem ainda não identificado foi assassinado por volta das 17h do último domingo (21) e enterrado por integrantes do grupo.
Uma equipe da Cigcoe fazia ronda pelo Jardim Veraneio por volta das 19h de ontem (23), quando abordou um veículo Gol, placas de Campo Grande, ocupado pela testemunha Y.V.A.S., de 25 anos, seu marido Marcus e João Pedro.
Num primeiro momento a polícia constatou que João Pedro estava foragido da Justiça. Os militares notaram que enquanto os três eram submetidos a revista, Marcus fazia sinal para que a esposa não respondesse a nenhuma pergunta.
A equipe então resolveu fazer buscas na residência do casal, que fica na Avenida Rita Vieira de Andrade esquina com Rua Joaquim Diniz, Bairro Jardim Auxiliadora. No local a polícia encontrou Sandro, apreendeu um fuzil calibre 762, também conhecido como mosquetão, 51 munições do mesmo calibre, sendo 37 de festins intactas.
Após dizer que a arma era de Cleber, Sandro confessou que matou com golpes de machado um homem identificado apenas pelo apelido de Baixinho. A vítima, que foi contratada pelo pai do autor para limpar um quintal, se desentendeu com Sandro, porém os motivos não foram divulgados.
Ocultação
Depois de matar o homem, Sandro escondeu o corpo em um matagal situado logo atrás da residência. Com Guilherme, que estava na casa junto com autor do crime, a polícia encontrou uma porção de droga.
Ao indicar onde estava o corpo, Sandro -segundo informações da polícia - disse matou o homem e em seguida voltou com Marcus e um outro comparsa para enterrar a vítima.
Já Cleber, o dono da arma, foi localizado e contou para os policiais que o fuzil era seu e que foi convidado por Marcus para incendiar o corpo, porém não aceitou.
Todos foram levados para a delegacia e o caso foi registrado como homicídio e ocultação de cadáver, evasão de custódia legal, portar droga para consumo pessoal (no caso de Guilherme) e posse ilegal de arma de fogo.